Lá vem Hardy de novo



Dizem que dar nomes às coisas melhora nossa relação com elas. Ao menos foi isso que entendi. 

Então resolvi batizar minha angustia de Hardy, inspirado naquela hiena da Hanna-Barbera.

Há tempos Hardy não me aporrinhava. Mas depois de 6 semanas de quarentena ela resolveu aparecer. 

Mas alguma coisa mudou na minha relação com ela. Dessa vez eu não lhe dei muita confiança. Como detesta indiferença, saiu resmungando. Foi embora rápido. 

Não é pra menos que minha fiel escudeira tenha desistido tão rápido. Estou insuportável. Tão mal humorado que nem minha esposa e nem Hardy estão me suportando.

Confesso que estou gostando da quarentena, já que estou podendo estudar mais alguns conteúdos técnicos. Isso me será útil e serve como fuga do tédio.

Essa hiena escrota já me torturou demais. Deixei que ela me triturasse a alma, virei um lixo na mão dela. Ela esta menor hoje em dia, mesmo nesse cenário de pandemia. Mas fico esperto. 

Medicado, atento e com foco no meu projeto de conquista de autonomia e fortalecimento. Sei que ela está à espreita, pronta para atacar ao meu menor vacilo.

Este dias de pandemia acentuaram minha sensação de solidão. Mesmo com minha esposa e com minha família sempre por perto, é como se não encontrasse com quem conversar. Na verdade gostaria de alguém com uma sintonia que...sei lá....puts...outra ambulância...

Vaza Hardy! 



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