O Começo é a metade do todo



De mim para mim, com adoçante e afeto,

Hoje é um novo dia. Decidi encarar o desafio reprimido de escrever livremente. Assim ousarei liberar o mel e o féu dos subsolos mais profundo de minha alma.

Eu tento começar estiloso para disfarçar minha mediocridade. É...é isso mesmo. É o que sempre tentei fazer: esconder-me atrás de uma pseudo-erudição. Coisa de um suburbano acometido, desde sempre, pelo tal complexo de vira-latas.

Talvez com esta ousadia anônima eu consiga subir um mísero degrau. Sair da sarjeta e tentar erguermos pela primeira vez.

Auto-acorrentado em sucessivas dependências, tenho como meta agora conquistar a autonomia que eu nunca me permiti sonhar. Sonho é para o capazes. Covardes não ousam sonhar. Agora eu ouso.

Eu vou desaguar neste blog toda minha tragédia de pacato cidadão. Daqueles de mentalidade cristã-operária que, por força da conjuntura, é um pretenso micro-empreendedor-individual. Oh meu Deus, onde fui chegar!

Por hoje é só. Vai-se tarde. Um de meus compromissos é manter horário saudáveis. É, isso mesmo.
Estou comprometido e mergulhado em livros de auto-ajuda.

Não há mais tempo de perambular por teorias filosóficas para castrar minha capacidade de realização.

Siga comigo estar jornada incrível pela saga do pacato cidadão. Verás que até mediocridade tem seu encanto.


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